sexta-feira, maio 05, 2006

Dos Amantes }{ Poema


Oh, hipócrita lua
Que apresenta-se bela
Que vale-se de luz que não és tua
E corações de amor alimenta

Oh, bela lua
Que nos banha em águas de prata
Que não passas de reflexo noturno
E nada és, senão espelho do sol

E como podes
Sem luz própria ter
Tantas paixões acalentar

Mas como podes
Mesmo mentirosa sendo
Arrancar suspiros sob ti

Oh, hipócrita lua
Que és como pele imperfeita
A esconder-se atrás de falsa luz
Tornando-se encantadora e jovem

Oh, bela lua
Que ao fundir-se ao mar a cantar
Os amados corações aquece
E mesmo ladra, símbolo de amor permanece

Leonardo Araújo, 07 de junho de 2004.

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